José Murilo de Carvalho inicia seu
livro “Os Bestializados – O Rio de
Janeiro e a República que não foi” citando Aristides Lobo, que de acordo
com sua fala: na ocasião da República, assistira os acontecimentos “bestializado, sem compreender o que se
passava, julgando ver talvez uma parada militar”. Em outras palavras o novo
regime, ou seja, a República, teria passado despercebido àquela sociedade. Ele
também cita o francês Louis Couty que considerava o país órfão, pois segundo
ele, “o Brasil não tem povo”. Conforme
essa visão o povo brasileiro não tinha nenhuma consciência política e estava
completamente alheio às transformações que ocorriam à sua volta, mesmo a
população do Rio de Janeiro.
sábado, 24 de janeiro de 2015
RESUMO - "A Formação das Almas - O Imaginário da República no Brasil". José Murilo de Carvalho. 2003, pp. 9- 142.
Introdução
O autor reafirma o que já
havia constatado em “estudo anterior”, não houve participação popular na
implantação da República. Neste momento no novo regime três correntes
ideológicas fortemente influenciadas pela Revolução Francesa concorrem na
implantação de seu modelo de governo. São elas, o liberalismo, o jacobismo e o
positivismo, tendo se destacado por volta da “virada do século”, o liberalismo.
O jacobismo idealizava uma democracia clássica, o positivismo vislumbrava um
futuro promissor proporcionado pela República para os cidadãos. E doutrina do
liberalismo, um mínimo de envolvimento do Estado na vida dos cidadãos, cidadãos
estes, politicamente autônomos. Essas ideologias serão manifestadas através de
alegorias, mitos e símbolos, com o intuito de promover a legitimação do regime
vigente, a saber, a República. O autor se propõe a “discutir mais a
fundo o conteúdo de alguns dos principais símbolos utilizados pelos
republicanos brasileiros, e na medida do possível, avaliar sua aceitação ou não
pelo público a que se destinava, isto é sua eficácia em promover a legitimação
do novo regime” (pp. 13).
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Tudo que é sólido desmancha no ar - Breve comentário - Introdução, caps. I, II, III.
O autor parte do princípio da
modernidade como “turbilhão” que desorganiza e reorganiza a sociedade em suas
esferas, ou seja, a modernidade que trabalha a favor e contra, que atua sempre
no contraditório. A modernidade se choca com o que somos e por conta disso pode
nos transformar. O ambiente humano passa a ser modificado pelas descobertas da
ciência e dos avanços tecnológicos que propiciam um olhar mais refinado para
questões antes não questionadas como a religião por exemplo. A leitura do momento histórico que
começa por volta do século XVI até o fim do século XVIII mostrará que havia
entre os indivíduos da época, dificuldade de entender a modernidade e a falta
de percepção de que ela estava em andamento. A revolução Francesa ainda no
século XVIII como outras vertentes revolucionárias dão o tom para a formulação
do conceito de modernismo e modernização.
O Nascimento da Filosofia
O vocábulo "filosofia" é de origem grega, cujo significado é: “amizade pela sabedoria”.
O termo philia significa amizade e sophia, sabedoria. Muitas foram as tentativas de fazer um vínculo entre os
gregos e o Oriente para descobrir os caminhos percorridos pela Filosofia. Mas
segundo o helenista Jean-Pierre Vernant, “nem milagre, nem orientalismo em suas
extremidades, definem o surgimento da Filosofia”. De acordo com o autor é
evidente a influência dos persas, egípcios, babilônicos, caldeus no que é
conhecido por filosofia. Todavia, a filosofia como entendemos hoje, tem seu
início no século VI a.C, na Grécia Antiga. Quando a mitologia já não era
suficiente para explicar tudo o que acontecia no mundo e sua origem, bem como
as respostas sobre a existência do homem. Outros fatores também contribuíram
para que o pensamento filosófico aflorasse, tais como:
Os filósofos Gregos e Romanos da Antiguidade
A partir do século VI a.C. a mitologia
deixou de ser a única maneira de explicar a origem do homem e do universo.
Surge a filosofia, uma nova proposta de analisar os fenômenos naturais e a vida
como um todo. A razão e o conhecimento científico são a perspectiva pela qual
os grandes pensadores deverão observar o mundo em sua organização. Da
observação, as ideias vão tomando forma e das ideias, são elaboradas as teorias
que influenciarão gerações. As escolas sofistas surgiram no
século V, eles ensinavam que os cidadãos deveriam estudar e desenvolver
espirito crítico, falar bem e desenvolver-se artisticamente, pois assim
estariam aptos a exercer cargos políticos, no comércio e atuar no crescimento
da comunidade. Entre esses filósofos podemos citar: Górgias, Leontinos e
Abdera.
Os filósofos da antiguidade mesopotâmica e egípcia
É
impossível falar de filosofia na antiguidade sem falar da religião. A religião
pode ser definida como filosofia, porque busca a visão e a interpretação da
realidade. É através dessa perspectiva que os povos antigos, metódicos na
prática religiosa e também na formulação de crenças e liturgias, irão “olhar” o
mundo. As civilizações mesopotâmicas e egípcias se formaram nas proximidades de
rios muito importantes. A mesopotâmia, por exemplo, entre os rios Tigre e
Eufrates, e o Egito às margens do Nilo. Os povos antigos eram muito ligados a
terra e à sua produção agrícola, bem como à criação de animais de corte e
leite.sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
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