No Brasil, as primeiras escolas foram criadas pelos jesuítas
em 1549, e eram voltadas para a evangelização dos índios, além de servirem para
a formação de futuros padres católicos. A escola pública surgiu no século
XVIII, na Alemanha e na França, , nos Estados Unidos no século XIX, e no
Brasil, no final do século XIX e nas primeiras décadas do século XX. As escolas
visavam preparar trabalhadores para as indústrias, por isso, focavam no ensino
da leitura, escrita e cálculos. Para o mundo capitalista isso já não é
suficiente, é preciso ter conhecimento das funções do computador.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
FICHAMENTO “A educação escolar pública e democrática no contexto atual: um desafio fundamental” - Capítulo II - Carlos José Libâneo, João Ferreira Oliveira e Mirza Seabra Toschi
1 - Impactos e perspectivas da
revolução tecnológica, da globalização e do neoliberalismo no campo da
educação.
A tecnologia começa a fazer parte do
cotidiano das escolas particulares e públicas, assim como a educação à
distância, a internet e outros recursos multimídias. É preciso entender
as razões, impactos e perspectivas dessa revolução para a educação e para a
escola e avaliar as políticas educacionais que incluem a equipação eletrônica
dos multimeios didáticos.
RESUMO - Gonzaga ou a Revolução de Minas - CASTRO ALVES
Castro Alves escreveu este drama, os
três primeiros atos se situam em Minas Gerais e o último no Rio de Janeiro. Seu
trabalho corresponde ao período entre 1789 a 1792. A peça contém quinze
personagens específicos, além de damas, cavalheiros, conspiradores e soldados.
ATO
I - OS ESCRAVOS
Cena
I
O escravo Luiz está preocupado com o
seu senhor Gonzaga, pois o tem visto muito pensativo, aproveita a conversa para
dizer o quanto se sente grato pela liberdade recebida. Eles relembram Cora,
mulher de Luiz, já morta. Também falam sobre a filha, Carlota que foi vendida ainda
na infância. Luiz lamenta sua perda e Gonzaga lhe questiona sobre o que ele
estaria disposto a fazer para tê-la de volta. Luiz diz estar disposto a tudo,
até a morrer, Gonzaga então anuncia que isso só será possível por seu heroísmo
na revolução.
sábado, 24 de janeiro de 2015
História da Ásia
É com base na
Soberania dos Estados que as imigrações internacionais são reguladas, visto que
a mudança de um país para outro se constitui num fenômeno político, mais do que
meramente social. O fluxo migratório se configura a partir da busca de uma vida
melhor; seja econômica, nesse caso os países-alvo são aqueles mais
desenvolvidos. Os Estados Unidos, por exemplo, recebe estrangeiros, como é o
caso de muitos brasileiros que executam funções consideradas “secundárias”, que
aqui não executariam, principalmente por se tratar de trabalhos muito mal
remunerados.
Para a permanência
dos estrangeiros no território, os países exigem documentação, porém muitos
permanecem por anos na ilegalidade. O estrangeiro que se encontra em situação
irregular enfrenta muitas dificuldades para obter direitos básicos como:
trabalho, saúde, educação, moradia, etc. Este é um problema para os brasileiros
“ilegais” em outros países, mas também para os estrangeiros no Brasil, como
ocorre com os bolivianos, entre outros.
No caso dos Estados
Unidos, a tragédia de 11 de setembro instigou um debate que permanece até hoje:
“a entrada e permanência de imigrantes em seu território, principalmente os de
origem árabe”. Existem muitas teorias em torno do “terrorismo” nos Estados
Unidos. Independente de essas teorias estarem corretas ou não, o que podemos
perceber é uma constante interpretação xenofóbica e etnocêntrica dos
Orientais, principalmente os ligados ao Islã.
Segundo Edward Said, (intelectual palestino, crítico literário, pensador
do imperialismo e da imposição do Ocidente sobre o Oriente) em seu livro “Orientalismo: o Oriente como invenção do
Ocidente”, há uma visão dos povos orientais, cristalizada, construída histórica
e politicamente.
Essa maneira de ver o Oriental surgiu mais especificamente
com o imperialismo inglês e francês no século XIX. O outro, nesse caso o Oriental,
é entendido como inferior e não simplesmente, diferente. Na realidade, a Europa
se apossou de territórios e da história das civilizações da região colonial
adjacente. Numa relação de dominação, não se levou em conta, a realidade desses
povos, eles ganharam a forma que os europeus quiseram dar, principalmente os
povos do Oriente Médio, como os árabes. Os livros e o cinema têm contribuído
muito para a difusão dessa imagem primitiva e violenta do Oriente, que perdura
até os nossos dias.
Muito se tem a fazer até que o Oriente seja
desmistificado, para ser finalmente entendido em suas especificidades, para
tanto vale lembrar a necessidade de um olhar para o outro, despretensioso,
livre de preconceitos. Para que isso ocorra é necessário que os temas
xenofobismo, etnocentrismo e orientalismo sejam mais frequentemente debatidos. Finalizo
a exposição com a fala de Edward Said no livro já mencionado “(...) Consolei-me acreditando que este
livro é um entre vários, e esperando que haja estudiosos e críticos que queiram
escrever outros.” (pg. 35).
Professora Cidinha Britto
RESUMO - "Os Bestializados - O Rio de Janeiro e a República que não foi". José Murilo de Carvalho. 2003, pp. 9- 166.
José Murilo de Carvalho inicia seu
livro “Os Bestializados – O Rio de
Janeiro e a República que não foi” citando Aristides Lobo, que de acordo
com sua fala: na ocasião da República, assistira os acontecimentos “bestializado, sem compreender o que se
passava, julgando ver talvez uma parada militar”. Em outras palavras o novo
regime, ou seja, a República, teria passado despercebido àquela sociedade. Ele
também cita o francês Louis Couty que considerava o país órfão, pois segundo
ele, “o Brasil não tem povo”. Conforme
essa visão o povo brasileiro não tinha nenhuma consciência política e estava
completamente alheio às transformações que ocorriam à sua volta, mesmo a
população do Rio de Janeiro.
RESUMO - "A Formação das Almas - O Imaginário da República no Brasil". José Murilo de Carvalho. 2003, pp. 9- 142.
Introdução
O autor reafirma o que já
havia constatado em “estudo anterior”, não houve participação popular na
implantação da República. Neste momento no novo regime três correntes
ideológicas fortemente influenciadas pela Revolução Francesa concorrem na
implantação de seu modelo de governo. São elas, o liberalismo, o jacobismo e o
positivismo, tendo se destacado por volta da “virada do século”, o liberalismo.
O jacobismo idealizava uma democracia clássica, o positivismo vislumbrava um
futuro promissor proporcionado pela República para os cidadãos. E doutrina do
liberalismo, um mínimo de envolvimento do Estado na vida dos cidadãos, cidadãos
estes, politicamente autônomos. Essas ideologias serão manifestadas através de
alegorias, mitos e símbolos, com o intuito de promover a legitimação do regime
vigente, a saber, a República. O autor se propõe a “discutir mais a
fundo o conteúdo de alguns dos principais símbolos utilizados pelos
republicanos brasileiros, e na medida do possível, avaliar sua aceitação ou não
pelo público a que se destinava, isto é sua eficácia em promover a legitimação
do novo regime” (pp. 13).
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Tudo que é sólido desmancha no ar - Breve comentário - Introdução, caps. I, II, III.
O autor parte do princípio da
modernidade como “turbilhão” que desorganiza e reorganiza a sociedade em suas
esferas, ou seja, a modernidade que trabalha a favor e contra, que atua sempre
no contraditório. A modernidade se choca com o que somos e por conta disso pode
nos transformar. O ambiente humano passa a ser modificado pelas descobertas da
ciência e dos avanços tecnológicos que propiciam um olhar mais refinado para
questões antes não questionadas como a religião por exemplo. A leitura do momento histórico que
começa por volta do século XVI até o fim do século XVIII mostrará que havia
entre os indivíduos da época, dificuldade de entender a modernidade e a falta
de percepção de que ela estava em andamento. A revolução Francesa ainda no
século XVIII como outras vertentes revolucionárias dão o tom para a formulação
do conceito de modernismo e modernização.
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